New School: veja como o projeto ajuda a melhorar a educação nas periferias

educação nas periferias

A escola é uma das responsáveis por incentivar a imaginação e a criatividade na infância. As atividades lúdicas de aprendizado ajudam muito nesse ponto e fazem o aluno se interessar mais pelos estudos.

Mas, e quando falamos em educação nas periferias do Brasil? Os obstáculos são tão variados que esse jovem pode ter sua experiência comprometida, o que vai impactar toda sua vida, já que a educação é um dos trampolins fundamentais para conseguir empregos que tenham melhores salários.

Dessa forma, precisamos pensar em ações que possibilitem a superação dos desafios da educação nas periferias, certo? O projeto New School nasceu exatamente com esse foco. “Nós começamos trabalhando com o jovem urbano periférico, mas o objetivo é falar com todo jovem de periferia”, explica Sergio Barreto, diretor educacional da New School.

Neste artigo, vamos entender mais sobre a educação nas periferias, seus desafios e por que a New School traz tanta luz para esse desafio. Continue a leitura!

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Quais são os desafios da educação nas periferias?

Um dos principais desafios da educação nas periferias é a falta de estrutura, tanto para os professores quanto para os alunos. Faltam laboratórios, computadores e até mesmo perspectiva dos estudantes para acreditar que o momento em sala de aula vai mesmo trazer bons resultados.

Além disso, o jeito tradicional de educar e até mesmo a linguagem que pode ficar distante dos alunos, o que dificulta o engajamento. Para Sergio Barreto, diretor educacional da New School, a questão da comunicação entre estudantes e professores é um ponto que merece atenção, entendendo a necessidade dos alunos de renda mais baixa.

E quanto à importância de mudar o cenário?

Ganhamos muito em qualidade de ensino quando os professores repensam seus métodos mais tradicionais e trazem o estudante para o centro da ação, concorda? A ideia é que o aluno seja agente em seu processo de aprendizado.

Assim, é interessante que ele faça perguntas, questione e entenda a necessidade de seguir com os estudos em diversas matérias, do raciocínio lógico infantil a curiosidades sobre história e política, por exemplo. E é nesse ponto que a New School traz a possibilidade de mudar o cenário.

O que é o projeto New School?

A New School é uma startup social de educação que trabalha para criar experiências de aprendizagem lúdica e prática para jovens das periferias de todo o Brasil.

“No começo, fazíamos reuniões em campo de futebol, embaixo de árvores, passeios para ir ao cinema — todo encontro era uma oportunidade para falar sobre quem você deseja ser, qual seu sonho, como você está construindo este sonho”, comenta Sergio Barreto.

Depois, surgiu o app New School, um aplicativo com aulas que convidam os estudantes a serem mais ativos em seu aprendizado, questionando e se interessando por assuntos variados.

Vale dizer que a New School foi idealizada quando Gabriel, de 19 anos, perdeu a vida ao ser baleado por um policial. “Desta dor, nasceu o desejo de dar ao jovem um espaço para poder pensar em novas possibilidades”, relata Sergio.

Os objetivos da New School

Na New School, o foco de melhorar a educação na periferia acontece porque “queremos que os alunos se vejam na aula, sintam que a aula foi feita para eles — na sua linguagem, com as suas dores e seus sonhos. É dessa forma que criamos um elo emocional: o aluno vai querer aprender”, comenta o diretor educacional da New School.

O foco não é ensinar, dar a matéria toda mastigada, mas, sim, fazer o jovem se apaixonar por conhecer e questionar as coisas como são. Para tanto, o projeto busca ajudar os alunos a desenvolver as seguintes habilidades:

  • autonomia e tomada de decisão, passando segurança para que os jovens façam suas escolhas;
  • pensamento crítico, reflexivo e artístico, que ajuda a construir seu conhecimento;
  • olhar curioso e transformador, para que possam estar ativos na transformação como forma de ação sobre o mundo;
  • empatia e tolerância, celebrando diferenças e tendo cuidado com o outro;
  • visão sistêmica para perceber fatos, causas, consequências e possibilidades de transformação;
  • autoconhecimento, ao reconhecer seus valores para guiar seus objetivos e ter inteligência emocional;
  • autocuidado para preservar seu corpo e sua mente;
  • comunicação, que permite expressar suas ideias e ouvir de maneira empática;
  • cidadania, para preservar o bem-estar social, lutando por uma sociedade mais justa;
  • inovação — um jovem que pense o futuro e esteja preparado para criá-lo;
  • empreendedorismo, ou seja, a capacidade de criar suas próprias oportunidades;
  • habilidades socioafetivas, permitindo refletir sobre seus sentimentos, atitudes e o impacto que elas têm para si e na sociedade

New School app

Segundo Sergio, o aplicativo cria uma sala de aula sem paredes. Funciona assim: “o aluno se cadastra e tem acesso a linhas didáticas que sempre terminam com uma pergunta. Essas perguntas formam um mural de conhecimento dos jovens — o conhecimento que eles criaram”.

O app é necessário porque permite que a New School chegue a todo o Brasil. “Unimos tecnologia, educação e arte para formar jovens com pensamento critico”, resume Barreto.

Um ponto interessante é que muitas linhas didáticas são criadas internamente. “Outras são patrocinadas por empresas, como é o caso da BIC. O poder das cores se tornou ‘o poder dos seus sonhos — qual é a cor do seu sonho?’. Dar espaço para o jovem poder falar do seu sonho é motivar mais jovens”.

Diferenciais da New School

Para trazer mais possibilidades à educação na periferia, o app e o projeto New School têm algumas vantagens que vale conhecer. São elas:

  • o fato de não ter matéria para ser copiada. As aulas são montadas para incentivar o questionamento, que vai compor o conhecimento desse aluno;
  • todo acesso às aulas do app é grátis. “As aulas são criadas e produzidas pelos jovens para jovens”, comenta Sergio;
  • toda semana, é lançada uma nova aula, sempre com foco no que a escola não ensina, como habilidades socioafetivas, saúde física e mental, entre outros.

Como citamos, o projeto New School começou falando com jovens de periferias urbanas, mas quer alcançar o Brasil todo. “Nosso objetivo é falar com todo estudante periférico, colocado à margem do acesso ao conhecimento — sejam aqueles de regiões ribeirinhas da Amazônia, das cidades esquecidas no sertão do Nordeste e de comunidades quilombolas”, comenta o diretor educacional. Por isso, a parceria com o OPDC, que apoia a missão de democratizar o acesso à educação de todas as formas.

Para os professores, a dica é sugerir o app New School e mostrá-lo aos seus alunos, incentivando-os a usar. Afinal, ele faz toda a diferença para que a educação nas periferias tenha progresso; e nossos jovens ganham mais perspectiva para seus futuros. Além disso, vale se informar sobre novidades como essa e estar mais perto desses jovens, ouvindo suas vontades e medos.

Incrível essa iniciativa da New School para a educação nas periferias, não é? Aproveite para compartilhar em suas redes sociais, assim mais pessoas terão acesso!

 As informações contidas neste material se fundamentam em estudos psicológicos da criança e servem de base para ajudar com o seu desenvolvimento e educação. Os resultados de tais métodos podem variar de acordo com cada criança, pois dependerão de aspectos individuais e sociais.

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