Mapa mental para estudo: como ele apoia a aprendizagem dos alunos?

mapa mental para estudo

Estudar não precisa ser uma coisa chata, não é mesmo? Você já sabe que aprendizado e diversão podem estar juntinhos, afinal, é muito mais fácil aprender fazendo associações e conexões do que na base da decoreba. O mapa mental para estudo é a ferramenta perfeita para isso.

Apesar de ser uma técnica antiga, o mapa mental está mais atual do que nunca e tem sido utilizado também no mundo corporativo. Mas é na educação e aprendizado que ele se destaca como um método que facilita muito a compreensão e assimilação de ideias.

Descubra neste artigo como ele pode enriquecer a educação dos alunos e deixar um legado útil para toda a vida.

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O que é mapa mental?

Mapa mental é um recurso de aprendizagem criado pelo psicólogo inglês Tony Buzan, no início dos anos de 1970. A ideia é relativamente simples, mas genial, se espalhou pelo mundo inteiro e tornou-se uma das ferramentas de estudo mais usadas.

Tony percebeu que a mente humana tem um aspecto associativo. Como assim? Calma, nós vamos explicar. Sempre que nós pensamos em algo, a tendência é criar uma conexão com outras coisas. Quando falamos de verão, automaticamente pensamos em sorvete, calor e praia, por exemplo. Essa é a grande sacada da ideia.

A partir de um assunto principal, quem está criando o mapa pode estabelecer representações livres sobre o tema. Com a ajuda de canetas coloridas, de setas e desenhos, é possível ter uma visão muito mais ampla da matéria, assim a compreensão também fica mais fácil.

O mapa mental para estudo pode ser simples, desenhado à mão livre, de forma bem lúdica, quase como uma brincadeira. Mas, não se engane! Apesar da simplicidade, ele é um recurso poderoso. Quanto mais colorido e ilustrado for, melhor o resultado. A ideia não é descobrir um novo Leonardo da Vinci, então, estimule as crianças a não se preocuparem com a qualidade dos desenhos.

Como um mapa mental funciona?

Para entender melhor como funciona, que tal pegar uma folha em branco e uma caixa de lápis de cor? Aposto que vai se divertir e entender, na prática, como executá-lo.

Para começar, pense em um assunto e represente-o no centro da página. Comece a anotar as ideias relacionadas ao tema e crie ramificações, como um diagrama. Você também pode usar desenhos, símbolos ou palavras. As frases não precisam ser longas nem complexas, o importante é que elas tenham realmente alguma conexão com o assunto central.

Pode parecer meio maluco, mas colocar as informações dessa forma é quase uma representação da maneira como o nosso cérebro entende as informações. Os desdobramentos tendem a favorecer as associações e começam a dar sentido à sua ideia.

Quais são as vantagens do mapa mental para estudo?

O uso desse recurso pode trazer benefícios em quase todos os aspectos da vida, mas é na aprendizagem que ele se destaca, pois foge do conceito tradicional de abordagem na educação. Confira alguns ganhos desse método no ensino.

Favorece a memorização

Durante a elaboração do mapa, a criança precisa analisar cada pensamento para descobrir o melhor modo de fazer a representação da ideia. Assim, o processo de memorização começa a acontecer naturalmente. Simples, né?

Com a ajuda do recurso visual, as informações são organizadas no cérebro também na forma de imagens. Quanto mais a criança trabalhar no diagrama, mais abrangente será o conhecimento e maiores as chances de ele ser memorizado.

Facilita os trabalhos em grupo

Trabalhos em equipe são sempre desafiadores, até porque há uma certa dificuldade de as crianças conseguirem expressar exatamente o que pensam. O mapa mental na educação ajuda na exposição e entendimento das ideias, além de facilitar a divisão de tarefas.

Com a percepção aumentada, a galerinha fica mais colaborativa e interessada na atividade. O resultado é um trabalho de qualidade e muito aprendizado.

Melhora o emocional

Para começar, qualquer atividade que consiga deixar as crianças interessadas já merece crédito, não é mesmo? O mapa mental permite que elas deixem suas ideias ordenadas, por isso, elas ficam mais confiantes.

É sempre um desafio fazer com que as crianças mantenham o foco em sala de aula, o que dirá desenvolver um comportamento que possa levar à reflexão. Além do mais, essa é uma abordagem que favorece a aprendizagem criativa e pode ajudar na redução do estresse e na melhora da autoestima.

Como aplicar o mapa mental na sala de aula?

Esse recurso se mostra muito útil para os alunos, além de ser bastante versátil. Ele pode ser usado para revisar conteúdos já abordados ou destrinchar temas mais complexos que exigem mais concentração. É importante que o professor acompanhe o processo e oriente a tarefa.

Além dos trabalhos em grupo, os mapas mentais podem ser aplicados individualmente. Cada aluno cria o seu próprio diagrama e troca ideias sobre o tema e o processo com os colegas. Todo esse rico material pode ainda ser utilizado para melhorar os estudos em casa.

Com o avanço da tecnologia, é possível encontrar vários sites que oferecem essa ferramenta on-line. Mas nós acreditamos que a ideia central não é essa, mas sim permitir que a criança interaja de forma lúdica com a atividade.

Construir o mapa mental à mão não requer grandes recursos, é simples e muito mais interessante. Pode ser em um caderno, com lápis ou giz de colorir, papel em branco ou até mesmo em uma lousa. Quando os alunos realizam o processo desse modo, a interação aumenta e a fixação do conteúdo é muito maior.

O aprendizado do mapa mental para o estudo permitirá que os alunos extrapolem seu uso para fora da sala de aula. Afinal, a técnica poderá ser usada em qualquer aspecto da vida, ajudando a organizar assuntos complexos e desafiadores.

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As informações contidas neste material se fundamentam em estudos psicológicos da criança e servem de base para ajudar com o seu desenvolvimento e educação. Os resultados de tais métodos podem variar de acordo com cada criança, pois dependerão de aspectos individuais e sociais.

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